De 12 a 15 de junho, o Parque da Cidade do Porto transforma-se novamente no palco do Primavera Sound, num evento que combina grandes nomes da música com iniciativas culturais e serviços pensados para toda a família — e com reforço nos transportes públicos para facilitar o acesso.

The urban park of the NOS Primavera Sound Porto festival - Guiding  Architects

O maior parque urbano do Porto volta a acolher o Primavera Sound, numa celebração que junta música, lazer e participação comunitária. Entre os dias 12 e 15 de junho, os jardins do Parque da Cidade ganham nova vida com um programa eclético pensado para agradar a miúdos e graúdos.

A zona do evento contará com uma reprodução do emblemático Mercado do Bolhão, acolhendo os visitantes com bancas temáticas que apresentam projectos municipais e iniciativas estratégicas através de suportes interactivos e jogos didácticos. No quiosque multimédia, os participantes poderão pôr à prova os seus conhecimentos sobre a cidade e ganhar prémios.

O espaço “Family Garden”, desenvolvido pelas empresas municipais Domus Social, GO Porto e Porto Ambiente, proporciona um ambiente descontraído entre concertos, com fraldário, WC infantil e zonas de lazer para famílias, reforçando o papel do festival como evento inclusivo.

A Águas e Energia do Porto marca também presença, promovendo a qualidade da água da rede pública, com pontos de distribuição de água natural e aromatizada para refrescar o público.

Integrado na programação, o projecto “Porto de Tradição” associa-se ao mercado do festival para dar visibilidade às lojas históricas da cidade e ao património comercial que distingue a Invicta.

O cartaz deste ano promete atrair multidões, com a estreia de Charli XCX no festival e atuações de cabeças de cartaz como Central Cee, Jamie xx, Beach House, Deftones, Fontaines D.C., HAIM, Michael Kiwanuka e Turnstile. A despedida faz-se no domingo com uma festa especial de encerramento.

Transporte reforçado: a aposta na mobilidade sustentável

À semelhança de edições anteriores, a Câmara Municipal do Porto reforça o apelo à utilização dos transportes públicos, com a STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) a assegurar uma operação alargada e flexível durante os dias do evento.

Nas madrugadas de sexta-feira a domingo, haverá shuttles especiais com partida da Praça Cidade Salvador (junto à Anémona), com dois percursos: um em direcção ao Terminal Intermodal de Campanhã, com frequência de 20 minutos, e outro para a zona dos Aliados, com partidas a cada 10 minutos. No domingo, dia 15, este serviço funcionará também durante a tarde, entre as 20h e a meia-noite.

Paralelamente, várias linhas regulares serão reforçadas, incluindo viaturas de maior capacidade:

  • As linhas 200 e 203 prolongam o trajecto até à rotunda da Anémona, a partir das 16h;

  • A linha 205 terá paragens próximas do recinto (“Dr. Afonso Cordeiro” e “Praça Cidade Salvador”);

  • As linhas 500 e 502 param igualmente em “Praça Cidade Salvador”, com reforço da 502 na tarde de sábado;

  • A linha 501 mantém-se como alternativa viável, com paragem no “Bairro da Biquinha”.

A linha 1M, que opera durante a madrugada, será reforçada com frequência de 15 minutos, assegurando ligação entre a Anémona e a Baixa portuense.

Acesso facilitado a partir de parques de estacionamento

Para quem optar por se deslocar em viatura própria, a STCP disponibiliza ligações rápidas entre parques de estacionamento e o recinto:

  • Parque do Aviz (a 350 metros da paragem “Fonte da Moura”);

  • Parque do Brasília (a 50 metros da paragem “Boavista Brasília”);

  • Parque do Mota Galiza (a 100 metros da paragem “Praça da Galiza”, no sentido de ida, e a 500 metros da “Junta de Massarelos”, no regresso).

Durante o festival, será implementado um dispositivo especial de embarque na Praça Cidade Salvador, garantindo a organização e fluidez das partidas.

Como é habitual, estão previstos condicionamentos de trânsito nas imediações do recinto, sob coordenação das forças de segurança.

O Primavera Sound Porto 2025 afirma-se assim não só como um evento de referência musical, mas também como um espaço de encontro, tradição e inovação urbana.