Pedro Nuno Santos oficializa apoio a António José Seguro e Henrique Gouveia e Melo fala de “boa relação” com o primeiro‑ministro 

Lisboa, 12 de janeiro de 2026 — A campanha para as eleições presidenciais em Portugal, marcadas para domingo, 18 de janeiro, ganhou nesta segunda‑feira novos desenvolvimentos com declarações claras de duas figuras políticas proeminentes: Pedro Nuno Santos, ex‑secretário‑geral do Partido Socialista (PS), e Henrique Gouveia e Melo, candidato presidencial e almirante na reserva.

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Apoio importante no campo socialista: Pedro Nuno Santos declara voto em Seguro

Pedro Nuno Santos assumiu publicamente o seu apoio à candidatura de António José Seguro à Presidência da República, numa altura em que o Partido Socialista decidiu oficialmente apoiar um candidato na corrida à Belém.

Nas redes sociais, Nuno Santos elogiou Seguro por se ter imposto na corrida e até “convencer os mais cépticos”, apontando a experiência política, a independência face ao Governo e o compromisso com a Constituição como fatores determinantes.

Segundo Nuno Santos, Seguro:

  • tem mais experiência política do que Henrique Gouveia e Melo;
  • mostra maior independência face ao Governo do que Luís Marques Mendes;
  • tem compromisso claro com a Constituição, o que outros candidatos não teriam.

O ex‑líder socialista defendeu que, num momento de “avanços contra o estado social e direitos laborais”, Portugal precisa de um Presidente que defenda e proteja a Constituição e promova justiça social e igualdade de oportunidades.

O apoio de Pedro Nuno Santos foi bem recebido pela campanha de Seguro. O candidato afirmou que “se sente um candidato abençoado” por somar apoios de diferentes quadrantes políticos — vindos da esquerda, centro e até da direita — e reiterou que não exclui ninguém da sua candidatura.


Henrique Gouveia e Melo: boa relação com Montenegro, mas exigência institucional acima de tudo

Também nessa segunda‑feira, o candidato Henrique Gouveia e Melo comentou a sua relação com o primeiro‑ministro Luís Montenegro. Falando com jornalistas no final de uma ação de campanha em Espinho, o almirante afirmou ter tido sempre uma boa relação pessoal com Montenegro nas ocasiões em que conversaram.

Apesar disso, Gouveia e Melo deixou claro que boa relação institucional não significa falta de exigência. Nas suas palavras, um Presidente da República que exige uma boa governação “ajuda à própria governação”: ele defende que o cargo implica a defesa do bom funcionamento das instituições democráticas e a vontade de fazer progredir o país.

O candidato sublinhou ainda que:

  • pode trabalhar em equipa com qualquer primeiro‑ministro, desde que haja lealdade institucional e compromisso com o país;
  • não quer ser condicionado por apoios políticos, focando‑se na defesa das instituições e das responsabilidades do cargo.

Clima geral da campanha e desafios pendentes

As eleições presidenciais portuguesas decorrem num contexto de elevada fragmentação política, com múltiplos candidatos a intensificarem as respetivas campanhas nos últimos dias antes da votação.

A primeira volta está marcada para 18 de janeiro de 2026 e, caso nenhum candidato obtenha mais de 50 % dos votos, uma segunda volta será realizada a 8 de fevereiro de 2026, decisão que começou a influenciar já a estratégia de vários concorrentes e apoios.

A posição de figuras políticas como Pedro Nuno Santos e as explicações públicas de Henrique Gouveia e Melo sobre relações institucionais com o Governo têm sido parte central do debate nos meios políticos e nos media, à medida que cada candidatura procura consolidar apoios e captar eleitores num cenário competitivo.