NHL ganhou mais um capitulo que vai entrar para a história. O New York Islanders viveu uma noite irretocável no UBS Arena ao aplicar 9 a 0 sobre o New Jersey Devils, em uma atuação que combinou brilho individual, disciplina tática e eficiência máxima. Do outro lado, os Devils tiveram uma das apresentações mais difíceis da temporada, incapazes de responder à intensidade imposta desde o apito inicial.

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O roteiro começou a ser escrito cedo, com Mathew Barzal abrindo o placar e assumindo o controle do jogo com menos de 8 minutos de jogo. A partir dali, o camisa 13 passou a ditar o ritmo, acelerando transições e atraindo marcações que abriram espaço para os companheiros. Sua influência foi sentida em praticamente todas as sequências ofensivas dos Islanders, que circularam o disco com velocidade e agressividade.

Em entrevista, no final da partida, Barzal de maneira respeitosa e solidária ao time rival disse: “Sejamos justos. Obviamente, esse não é o mesmo time do New Jersey Devils que enfrentamos hoje à noite. Eles são melhores do que isso. Mas, quando você tem noites assim, tem que aproveitá-las, eu acho.” 

Quem transformou volume em números foi Anthony Duclair. O atacante teve uma atuação de gala, com hat trick natural e cinco pontos, sendo decisivo tanto no jogo de força quanto no posicionamento preciso para finalizar. Cada erro defensivo dos Devils foi punido com frieza, ampliando um placar que crescia período após período.

Na defesa, Ilya Sorokin fechou a porta. Com 44 defesas, o goleiro foi fundamental para transformar uma vitória em goleada histórica. Mesmo quando New Jersey conseguiu criar chances — especialmente no segundo período — Sorokin respondeu com segurança, mantendo o zero no placar e minando qualquer possibilidade de reação.

O outro lado do gelo da NHL: Devils irreconhecíveis


Para os Devils, a noite foi marcada por desorganização defensiva, falhas na cobertura e dificuldade em sair da pressão adversária. A equipe até tentou responder com volume de arremessos, mas pecou na qualidade das finalizações e esbarrou repetidamente em Sorokin. A defesa sofreu com a velocidade dos Islanders, permitindo infiltrações constantes e cedendo espaços no slot — um convite para o ataque adversário.

No gol, Jacob Markstrom acabou exposto por uma sequência de erros à sua frente. Mantido no gelo durante toda a partida, o goleiro foi alvo de críticas, mas o placar elástico refletiu mais o colapso coletivo do que uma atuação individual isolada. No banco, a frustração era visível à medida que o time não conseguia ajustar linhas, conter o ritmo ou mudar o curso do jogo.

Leitura do resultado

O 9 a 0 escancara o excelente momento dos Islanders e reforça sua competitividade na temporada quando conseguem impor intensidade desde cedo. Para os Devils, a derrota serve como alerta: ajustes defensivos, resposta emocional e maior consistência coletiva serão urgentes para evitar que atuações como essa se repitam.

Uma noite que consagrou Barzal, Duclair e Sorokin — e que deixou os diabinhos com muitas respostas a buscar e um gosto amargo na boca.