Lisboa, 1 de setembro de 2025 – A Igreja Católica em Portugal enfrenta atualmente 83 pedidos formais de compensação financeira de vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero. Os dados foram divulgados pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais na Igreja (CIEASI), responsável por investigar e acompanhar os casos desde 2022.

A maioria dos pedidos recebidos envolve vítimas que sofreram abusos durante a infância ou adolescência, muitas vezes em contextos de confiança institucional, como escolas e paróquias. As denúncias representam uma tentativa de reparação financeira, mas também um reconhecimento simbólico do sofrimento enfrentado pelas vítimas.

Abuso sexual em igreja católica

Investigação e acompanhamento

A CIEASI foi criada com o objetivo de mapear casos de abuso sexual dentro da Igreja Católica em Portugal, ouvir as vítimas, recolher depoimentos e recomendar medidas de reparação. Desde sua criação, a comissão tem alertado para a necessidade de políticas mais rigorosas de prevenção e monitoramento dentro da instituição.

Segundo a comissão, cada pedido de compensação será analisado individualmente, levando em conta a gravidade do abuso, o impacto na vida da vítima e a disponibilidade de apoio psicológico. “A compensação financeira é apenas uma das formas de reparação. Reconhecimento público, justiça e apoio psicológico contínuo são igualmente essenciais”, destacou um porta-voz da CIEASI.

Reações e críticas

Organizações de defesa dos direitos das vítimas saudaram a iniciativa, mas enfatizaram que a reparação financeira não deve ser a única resposta. Especialistas e ativistas lembram que é fundamental garantir transparência, responsabilização dos abusadores e prevenção de novos casos.

É um passo importante, mas ainda há muito a fazer. Precisamos de uma cultura de responsabilidade e vigilância dentro da Igreja para evitar que situações como essas se repitam”, afirmou Maria Lopes, representante de uma associação de apoio a vítimas.

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Próximos passos

A Igreja Católica comprometeu-se a colaborar com a comissão, analisando cuidadosamente cada pedido de compensação e implementando recomendações de prevenção de abusos. A CIEASI continuará a receber denúncias e monitorar o andamento dos processos, mantendo o foco no bem-estar das vítimas e na promoção de justiça.

Enquanto isso, a sociedade portuguesa acompanha atentamente os desdobramentos, reforçando a urgência de medidas concretas para lidar com os casos de abuso e proteger as futuras gerações.