Bombeiros combatem incêndios em Arouca, Ponte da Barca e Penamacor
Lisboa, 29 de julho de 2025 – Portugal enfrenta mais uma jornada crítica de incêndios florestais. Durante a madrugada desta terça-feira, mais de 1.300 bombeiros, apoiados por centenas de viaturas e meios aéreos, combateram três grandes fogos nos concelhos de Arouca (Aveiro), Ponte da Barca (Viana do Castelo) e Penamacor (Castelo Branco). As autoridades alertam para condições meteorológicas adversas, com vento forte e temperaturas elevadas, que dificultam o combate e aumentam o risco de propagação das chamas.
Situação em Arouca
O incêndio em Arouca teve início na tarde de segunda-feira, nas freguesias de Alvarenga, Canelas e Espiunca. Ao longo do dia, o fogo ganhou força, chegando a registar seis frentes ativas e obrigando ao encerramento dos Passadiços do Paiva e da famosa ponte suspensa, dois dos principais pontos turísticos da região.
Às 4h00 da manhã, cerca de 553 operacionais e 175 veículos atuavam no terreno. Apesar da intensidade das chamas, as autoridades locais garantem que não há habitações em risco iminente. A preocupação maior está voltada para a preservação da área florestal e das infraestruturas turísticas.
Ponte da Barca em alerta
No norte do país, em Ponte da Barca, as chamas avançaram desde sábado à noite pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês, uma das regiões de maior valor ambiental do país. O terreno acidentado tem dificultado o acesso dos bombeiros, obrigando a reforçar a operação com meios aéreos.
Durante a madrugada, cerca de 380 bombeiros e quase 130 viaturas combatiam as chamas. O vento forte e a propagação por zonas de difícil acesso mantêm a situação instável. A população da aldeia de Ermida foi concentrada na igreja local, e a Proteção Civil ponderou evacuar os moradores, caso o fogo se aproximasse ainda mais das habitações.
Noite difícil em Penamacor
Em Penamacor, distrito de Castelo Branco, o incêndio começou na segunda-feira na freguesia de Aranhas e rapidamente atingiu as localidades de João Pires e Bemposta. O cenário é descrito pelas autoridades como “muito preocupante”.
Às primeiras horas da manhã, estavam mobilizados mais de 400 operacionais e 140 viaturas. Duas frentes permaneciam ativas: uma dominada parcialmente, e outra a arder com grande intensidade. O presidente da câmara alertou para uma “noite muito difícil”, sublinhando a dificuldade de acesso ao terreno pedregoso e a ameaça constante do vento.
Estratégia da Proteção Civil
O Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil confirmou o envio de reforços ao longo da noite e da madrugada. Além do aumento do efetivo humano, foram acionadas máquinas de rasto para criar faixas de contenção próximas das zonas habitadas, uma medida essencial para travar o avanço do fogo.
Segundo as autoridades, a prioridade imediata é proteger as populações e infraestruturas críticas, sem descuidar da preservação ambiental em áreas sensíveis como o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Contexto e risco futuro
Portugal vive uma das fases mais críticas do verão em termos de risco de incêndios. As previsões meteorológicas apontam para temperaturas elevadas e ventos persistentes, fatores que aumentam a probabilidade de novos focos e complicam o combate aos incêndios já em curso.
Os incêndios de Arouca, Ponte da Barca e Penamacor juntam-se a uma série de ocorrências registadas desde o fim de semana, mobilizando centenas de bombeiros por todo o país. A Proteção Civil mantém-se em alerta máximo, e não descarta novas operações de evacuação caso a situação se agrave nas próximas horas.
Balanço parcial
De acordo com dados oficiais, os três grandes incêndios já consumiram várias centenas de hectares de floresta. Embora não haja, até o momento, vítimas mortais ou feridos graves, as autoridades reforçam os apelos à população para colaborar com as equipas no terreno e respeitar as ordens de segurança.
Enquanto o dia avança, a situação continua instável. As operações devem intensificar-se com o auxílio de mais meios aéreos, caso as condições de visibilidade o permitam.